
A aplicação das práticas aqui descritas contribui para superar preconceitos históricos que envolvem a pessoa cega e a cegueira. São sugestões e orientações que auxiliam na desconstrução de crenças equivocadas e na melhoria de atitudes.
A pessoa com deficiência visual precisa de chances reais, não de piedade.
A pessoa cega possui os mesmos interesses que qualquer outra. Trate-a com naturalidade, sem diferenciá-la dos demais.
Apesar das limitações, é plenamente possível que uma pessoa cega leve uma vida quase tão normal quanto alguém que enxerga. Respeite sua autonomia, sem ajuda desnecessária.
Aceite a colaboração de uma pessoa com deficiência visual. Como qualquer ser humano, ela pode contribuir e ser útil.
Todos os seres humanos têm características únicas. Não generalize aspectos positivos ou negativos com base na deficiência visual.
Pessoas com deficiência visual possuem as mesmas habilidades cognitivas e intuitivas que qualquer outro indivíduo. Evite perpetuar o mito de que elas têm um “sexto sentido” ou foram “compensadas” pela natureza.
Respeite o direito de escolha da pessoa cega em determinar por quem e de que maneira prefere ser guiada.
Para orientá-la ao sentar, basta posicionar sua mão no encosto da cadeira, permitindo que ela se acomode por conta própria.
Ofereça instruções claras e objetivas, evitando expressões vagas como “aqui”, “ali” ou “lá”.
Mantenha portas completamente abertas ou fechadas, incluindo as de móveis e armários. Portas entreabertas podem representar um risco físico.
Se houver liberdade para tal, alerte a pessoa cega sobre qualquer aspecto de sua aparência de forma respeitosa e sem causar constrangimentos.
Ofereça ajuda apenas quando solicitado.
Ofereça auxílio sempre que necessário, mesmo que a oferta já tenha sido recusada antes.
Faça a travessia em linha reta, garantindo que ela mantenha a orientação.
Ao chegar a um local onde há uma pessoa com deficiência visual, dirija-se diretamente a ela para facilitar sua identificação.
Fale diretamente com a pessoa cega, sem intermediários, evitando pressuposições quanto à sua capacidade de entendimento.
Se ela consegue identificá-lo pela voz, não há necessidade de anunciar-se repetidamente.
Em rodas de amigos, apresente a pessoa cega a todos, promovendo sua inclusão.
Se precisar sair durante uma conversa, avise-a para que não se sinta ignorada.
Não use expressões como “cego” ou “ceguinho” para se referir a alguém.
Ao conversar com uma pessoa com deficiência visual, não há necessidade de trocar o verbo ver por ouvir ou de evitar as palavras cego ou cegueira. Usar esses termos de forma espontânea demonstra respeito e naturalidade.